quarta-feira, 11 de maio de 2011

Fundamentalismo ou amor inclusivo?

                                                           A árvore da espiritualidade


"(...) Acredito que, desse prisma maduro, não vale a pena morrer nem derramar sangue por causa dos credos, que foram formulados pelos religiosos no transcorrer da História. Muito mais importantes são: o amor divino que Jesus encarna, o despojamento de Buda, a entrega absoluta do Mahatma Gandhi à causa da paz, a pureza de São Francisco de Assis. (...) É preciso lapidar o diamante da nossa vida. Um dia, porém, concluímos o que para os santos é natural como a respiração. Plantar uma árvore é mais importante do que rezas mecânicas. Um abraço de amor vale mais do que a seriedade dos credos que não convencem. É melhor um banho de cachoeira do que os batismos de um formalismo sufocante. "

Pastor Jonas Rezende

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tesouro da Humanidade.


Museu do Cairo
Este museu guarda preciosos tesouros de uma civilização com cerca 5000 anos de história.
Destaco, a título de exemplo, o trono esculpido de Tutankhamon, com embutidos de ouro e ébano. Uma peça de uma beleza extraordinária, uma preciosidade.
A majestosa esfinge, em Gizé, nos subúrdios do Cairo.


Da Mesquita de Mohammed Ali, tem-se uma panorâmica sobre a cidade do Cairo.

Ao fim da tarde, num bairro tipico do Cairo, vende-se água a quem passa e debaixo de um calor torrido.

   O Cairo, a capital do Egipto é uma das cidades mais populosas do mundo e desigandamente, a mais popolusa de África. Atravessada pelo rio Nilo. Uma cidade de contrastes acentuados entre zonas modernas, como a Torre do Cairo, com 185 m de altura, oferece a melhor vista sobre a cidade. Neste panorama do centro moderno vêem-se felucas, embarcações típicas, a deslizar no Nilo, tal como há milhares de anos.
O Museu do Cairo, encontram-se a maior colecção do mundo de objectos arqueológicos do Antigo Egipto. Espero que os recentes acontecimentos neste país, não tenham danificado tais preciosidades. Local de visita obrigatória, assím que a situação actual do país o permita. No entanto, prepare-se para longas filas para entar no museu e não se esqueça de um leque e uma garrafa de água enquanto circula no interior do museu. Pois, o calor é imenso, não existe ar condicionado, mas existe um número elevado de pessoas acompanhadas pelos seus respectivos guias. O indíviduo sente-se um "ente" bastante minúsculo no meio de tanta gente de diversas nacionalidades e sobretudo ao contemplar tamanhas obras de arte. Dá-nos a ideia que entramos numa máquina do tempo e somos transportados para uma civilização muito antiga e distante da nossa , mas com um elevado grau de conhecimento. Enfim, sentime-nos muito pequenos.
O Cairo, é uma cidade de contrástes, desde bairros onde impera a arquitectura moderna versus zonas completamente desprovidas de qualquer ordenamento do território, onde os prédios apenas crescem ao sabor de tudo e de nada, os famosos bairros cheios de cúpulas e minaretes, onde se encontram as mesquitas até ao famoso Cemitério dos Vivos. Tudo isto coexiste, com cores, sabores e cheiros característicos.
 Considerei muito engraçado, um costume daquele povo. A partir de quinta à tarde não se trabalha, sexta  e sábado também não. Iniciam a semana de trabalho ao domingo. Durante os dias que não trabalham, à noite, as famílias reunem-se junto ao rio Nilo, em qualquer espaço disponível, em cima das pontes que dão acesso às duas margens da cidade, nas bermas das estradas ou avenidas.  Assím, trazem cadeiras , mesas e comida, o dito farnel, para jantarem na rua. Um piquenique com cheiro a especiarias. São costumes! 
No rio Nilo, encontram-se barcos com restaurante a bordo e espectáculos musicais, para quem queira e possa  embarcar. Pode fazer um mini cruzeiro sobre o Nilo. Verdadeiramente deslumbrante!
Na base da sociedade egípcia está uma grande fé religiosa. O Islão é a religião oficial definida na Constituição, e a maioria da população é islamita sunita. Apenas dez por cento da população é cristã, sobretudo da Igreja Copta. Contudo, se disser a um egípcio seja qual for a sua fé, "até amanhã", a resposta será invariavelmente a mesma: Insballab, que significa " se Deus quiser".
 Decidi, hoje falar um pouco sobre o Cairo, dado aos recentes acontecimentos a que todos nós assistimos diáriamente, através dos órgãos de comunicação social. A revolta de um povo, com milhares de anos de história, que protesta contra as suas actuais condições sociais. Uma população essencialmente jovem e culta, mas sem perspectivas de um futuro melhor. Oxalá consigam aquilo que pretendem e que consigam ao mesmo tempo preservar uma herança cultural, considerada o Tesouro da Humanidade.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Contra ondas e Marés.



 Por entre ondas e marés, faz hoje precisamente um ano, que inicei esta aventura.
 Aventura ou não? 
 O Maré Alta,   nasceu com a publicação  de uma conferência.    
 Com um ano de vida, ainda é um bébé, nestas andanças blogueiras e como todos os bébés, ainda apresenta fragilidades, próprias da idade.  A esperança é talvez aquela que eu gostaria de destacar. Sim, a esperança em continuar com esta aventura ao sabor do vento e das marés.
 Quero agradecer, a todas as pessoas, que de uma ou outra maneira, quiseram participar nesta aventura.
 Nada melhor, para comemorar o seu primeiro ano de vida, esta música e a sequência de imagens, apresentadas no vídeo que vos deixo.
Espero que gostem! Obrigado.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Como custa ser diferente.


" Há pessoas que nascem assim, como se tivessem um buraco na alma, uma peça que falta no corpo.
Algo que não se vê  e só se sente, e caminham uma vida inteira assim, diferentes dos outros sem que ninguém se aperceba.
É uma tristeza, uma não pertença a lado nehum, ........ é um mal estar  que dói e nos aperta o peito.  É o sentirmo-nos impotentes por não conseguirmos explicar a ninguém exactamente o que está errado.
Ser diferente é difícil. É viver condenado a estar só mesmo quando acompanhado. E depois há a culpa, esse terrível que nunca nos abandona, porque há sempre alguém que está pior, porque nunca conseguimos explicar a quem está ao nosso lado porque...."
" Deveria haver forma ou modo de conseguir fugir deste destino. Mas nem o passar dos anos alivia a carga, apenas nos permite encontrar um silêncio profundo que os outros tomam por bom senso, maturidade, um reduto onde nos esconder de tudo, de todos e principalmente de nós."
         Para ti do fundo do meu coração - Luísa Castelo-Branco

Estas, são algumas frases retiradas aleatóriamente, do novo livro recentemente publicado, por Luísa Castelo-Branco. Um livro com uma escrita fácil descomprometida mas sentida. Como Luísa refere no seu livro, são olhares dispersos sobre a sua vida e a vida dos outros. Enfim, são pedaços de vida roubados.
Quem sabe uma boa escolha para presente de Natal.